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Do RH ao sistema inteligente: quem lidera pessoas em 2030?_

Atualizado: há 1 dia


O que o IT Forum na Mata RH revelou sobre o futuro do trabalho, da liderança e da orquestração humano + IA 


Nos dias 4 e 5 de fevereiro, o IT Forum na Mata RH reuniu lideranças de People, tecnologia e estratégia para discutir um tema que já deixou de ser tendência e passou a ser urgência: o papel do RH em um mundo de agentes autônomos, inteligência artificial e organizações cada vez mais adaptativas. 

A provocação que atravessou os dois dias foi clara: o RH não está acabando, ele está sendo obrigado a se reinventar para continuar relevante e essa reinvenção é estrutural.  


Neste artigo você verá: 

  • Por que o RH precisa atuar como arquiteto da integração humano + IA 

  • Como governança evita dispersão e agentes “sem dono” 

  • O paradoxo produtividade versus saúde mental 

  • Por que People Analytics precisa sair do dashboard e ir para a decisão 

  • Como a liderança evolui do comando-controle para a orquestração 

  • O que eficiência e transformação significam, na prática, para People 

 

Do entusiasmo à arquitetura: menos hype, mais governança 


Na palestra “O novo papel do RH em um mundo de agentes autônomos”, Renata Marques trouxe uma mensagem clara: a IA já está no jogo. O que falta é modelo operacional. 

A tecnologia evolui de forma exponencial. A adoção humana, não. Sem governança, surgem agentes sem dono, decisões descentralizadas sem responsabilidade e conflitos éticos invisíveis. 


A solução apresentada não foi mais ferramenta, mas arquitetura. O modelo hub-spoke e o conceito de “cartório de agentes” reforçam que transformação não é sobre experimentar indefinidamente. É sobre estruturar, definir limites, criar combinados e estabelecer responsabilidade. 


Menos distração tecnológica. Mais intenção organizacional. 

 

 

Eficiência não é acelerar tudo. É priorizar melhor. 


Um dos pontos mais relevantes foi o paradoxo da produtividade. A IA já gera ganhos de duas a três vezes em determinadas atividades. No entanto, sem redesenho do modelo de trabalho, esses ganhos podem se transformar em sobrecarga. 


Automatizar tarefas mecânicas deveria liberar tempo para decisões estratégicas e fortalecimento do relacional. Quando isso não acontece, a eficiência vira pressão. 

A transformação real exige redesenho consciente do trabalho, clareza de prioridades e liderança preparada para fazer trade-offs. Eficiência não é fazer mais, é fazer o que importa com menos dispersão. 

 

RH como protagonista da transformação 


No painel sobre o futuro do RH, ficou evidente que a área não pode mais operar como centro de controle administrativo. O papel evolui para linha de frente da mudança. 

Isso implica assumir que nem todas as respostas estão prontas, mas que a responsabilidade de estruturar o caminho é inegociável. Cultura de erro responsável, ciclos de aprendizado contínuo e coragem para testar são elementos centrais. 


Organizações que conseguem integrar tecnologia, liderança e pessoas apresentam melhores indicadores de retenção, produtividade e inovação distribuída. Não porque adotaram mais ferramentas, mas porque criaram sistemas adaptativos. 

Transformação não é discurso. É arquitetura organizacional aplicada. 

 

Do dashboard ao insight acionável 


No segundo dia, a provocação foi direta: relatórios bonitos não sustentam decisões estratégicas. 

People Analytics ainda é subutilizado porque muitas organizações permanecem no nível da visualização e não avançam para a análise preditiva. A diferença entre monitorar e decidir está na capacidade de transformar dados em ação. 

Isso exige foco. Exige disciplina. Exige responsável claro pela implementação e pela avaliação de impacto. 


Menos informação espalhada. Mais decisão estruturada. 

 

Liderança como orquestração 


Talvez o ponto mais alinhado à narrativa da Verity tenha sido a evolução da liderança. 

O modelo comando-controle tende a gerar gargalos, sobrecarga e iniciativas desconectadas. À medida que a organização cresce, esse modelo perde eficiência. 

O líder que orquestra cria cadência, define combinados, prioriza com clareza e estabelece fóruns estruturados. Ele não centraliza decisões. Ele organiza o sistema para que decisões fluam. 

Orquestrar é reduzir desperdício de energia organizacional. É transformar intenção estratégica em execução consistente. 

 

O que isso significa para a Verity 


Os debates do IT Forum reforçam algo que já vivemos na prática: eficiência e transformação não acontecem por acúmulo de iniciativas, mas por clareza de arquitetura e foco disciplinado. 

Se em engenharia falamos sobre modernização e orquestração de sistemas, em People falamos sobre orquestração de pessoas, cultura e tecnologia. 


Menos distração com hype. 

Mais intenção na estrutura. 

Resultado como consequência. 


Quem lidera pessoas em 2030 não é quem controla. É quem cria sistemas inteligentes, humanos e adaptativos.

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