10 tendências tecnológicas estratégicas para 2026: o que líderes precisam priorizar agora
- Marketing Verity

- há 4 dias
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Os investimentos globais em TI devem atingir US$ 6,08 trilhões em 2026, crescimento de quase 10% em relação ao ano anterior, segundo o Gartner.
Mais do que expansão tecnológica, esse número reflete uma transformação estrutural na forma como empresas operam, competem e geram valor. Confira as 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2026 e o impacto prático para organizações que buscam eficiência, transformação e vantagem competitiva sustentável.
1. Plataformas de supercomputação com IA
Ambientes que combinam CPUs, GPUs, ASICs, computação neuromórfica e arquiteturas alternativas para executar simulações, análises avançadas e modelos de machine learning em grande escala. Até 2028, mais de 40% das grandes empresas adotarão arquiteturas híbridas em fluxos críticos (hoje apenas 8%).
2. Sistemas multiagentes
Ecossistemas de agentes de IA que cooperam entre si para executar objetivos compartilhados ou independentes, de forma autônoma ou distribuída. Esses sistemas ampliam a automação de processos complexos, aumentam produtividade e permitem reutilização de soluções entre fluxos de trabalho.
3. Modelos de linguagem específicos de domínio
Modelos de IA treinados com dados especializados por setor, função ou processo. Mais precisos, mais baratos e mais aderentes à regulação. Até 2028, mais de 50% dos modelos generativos corporativos serão específicos de domínio.
4. Plataformas de segurança para IA
Soluções centralizadas para proteger aplicações de IA contra vazamento de dados, injeção de prompts e uso malicioso de agentes. Também permitem aplicar políticas de governança e monitoramento de forma unificada. Até 2028, mais de 50% das empresas adotarão esse tipo de plataforma.
5. Plataformas de desenvolvimento nativas de IA
O desenvolvimento de software passa a incorporar IA generativa de forma nativa, reduzindo tempo, custo e complexidade na criação de aplicações. A tendência fortalece times menores, mais ágeis e integrados ao negócio, além de permitir que especialistas não técnicos participem diretamente da construção de soluções, com governança e segurança desde o início.
O Gartner projeta que, até 2030, 80% das organizações terão migrado de grandes estruturas de engenharia para equipes enxutas apoiadas por IA.
6. Computação confidencial
Tecnologia que protege dados sensíveis durante o processamento, mesmo contra operadores de infraestrutura e provedores de nuvem. Até 2029, mais de 75% das operações em ambientes não confiáveis utilizarão esse tipo de proteção.
7. IA física
Aplicação de IA em robôs, drones, máquinas industriais e sistemas que interagem diretamente com o ambiente físico. Seu avanço será decisivo em setores onde automação, segurança operacional e adaptação em tempo real são prioridades. Essa expansão exige integração profunda entre TI, operações e engenharia, além de uma gestão estruturada dos impactos sobre a força de trabalho e os modelos de produção.
8. Segurança cibernética preventiva
A segurança cibernética preventiva substitui o modelo puramente reativo por uma abordagem que antecipa ataques antes que ocorram, combinando IA em operações de segurança, técnicas de engano e negação programática. O objetivo é reduzir superfície de ataque, tempo de exposição e impacto operacional.
Segundo o Gartner, até 2030, 50% dos gastos globais em segurança serão direcionados a esse modelo.
9. Proveniência digital
Com a expansão do uso de software de terceiros, código aberto e conteúdo gerado por IA, torna-se crítico garantir a origem, integridade e propriedade dos ativos digitais. Ferramentas como listas de materiais de software, certificações e marcas d’água digitais passam a ser essenciais na cadeia de suprimentos.
O Gartner alerta que, até 2029, organizações que não investirem nisso podem enfrentar riscos financeiros bilionários relacionados a sanções, fraudes e litígios.
10. Geopatriação
A geopatriação envolve a migração de dados e aplicações de nuvens públicas globais para infraestruturas locais ou soberanas (como nuvens regionais e data centers próprios), impulsionada por riscos geopolíticos, regulatórios e de soberania digital. Antes restrita a governos e instituições financeiras, essa estratégia se expande para múltiplos setores.
Segundo o Gartner, até 2030, mais de 75% das empresas da Europa e do Oriente Médio adotarão esse modelo, frente a menos de 5% em 2025.
O que tudo isso revela
Essas tendências apontam para um novo modelo de empresa: mais distribuída, automatizada, orientada por dados e profundamente dependente de uma arquitetura sólida de tecnologia, governança e inteligência.
Nesse cenário, vantagem competitiva não vem de adotar tecnologias isoladas, mas de construir uma arquitetura integrada de valor, capaz de orquestrar pessoas, processos, decisões e sistemas de forma coerente, mensurável e escalável.
É exatamente nesse cenário que a Verity atua. Com o Verity Quantum e nosso portfólio de soluções, ajudamos empresas a estruturar sua estratégia de IA, modernizar arquiteturas, criar e governar agentes inteligentes e transformar inovação em eficiência, escala e resultado concreto de negócio.
Em 2026, não vence quem experimenta mais tecnologia. Vence quem orquestra melhor.



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