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Humanização da Gestão de Valor: números contam, mas histórias convencem

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De que adianta apresentar um ROI robusto se ninguém entende o impacto humano de um projeto? Essa é a armadilha em que muitas empresas ainda caem: reduzem a Gestão de Valor a planilhas, gráficos e percentuais. Claro que números importam, mas eles não bastam. Valor não nasce apenas das métricas — ele ganha força quando conecta estratégia, pessoas e propósito.


O ponto cego de boa parte da alta liderança está justamente aí. Ainda há executivos que tratam propósito e humanização como temas “soft”, periféricos, quase acessórios. Na prática, são esses elementos que transformam métricas em vantagem competitiva real. Uma estratégia bem desenhada, quando compreendida por todos, acelera decisões. Um propósito claro, quando incorporado, engaja times. E uma narrativa de impacto, quando bem comunicada, impulsiona o crescimento porque clientes confiam mais em quem entrega valor de forma clara e humana.


Humanizar a Gestão de Valor significa dar rosto, voz e propósito aos indicadores. Não se trata apenas de responder “quanto economizamos”, mas também “quem ganhou com isso”. Significa medir ROI acompanhado de satisfação, experiência e impacto social; transformar relatórios de governança em escolhas que aliviem dores reais de clientes e colaboradores; e comunicar resultados de forma viva, em histórias que qualquer pessoa consiga entender e compartilhar. Mais do que validar números, trata-se de líderes capazes de guiar equipes com propósito e traduzir resultados em significado.


Um exemplo concreto vem do setor de seguros agrícolas. Um projeto que reduz o prazo de indenização de 30 para 10 dias não representa apenas um ganho de eficiência de 66%. Ele significa que famílias agricultoras terão condições de plantar a próxima safra sem o risco de perder renda. Esse é o verdadeiro valor: resultado humano que se converte em resultado de negócio.


Ignorar essa dimensão é um risco estratégico. Quando a liderança não conecta estratégia, pessoas e propósito, projetos viram apenas custos a serem cortados, equipes se desengajam e clientes passam a enxergar a empresa como apenas mais uma, sem diferencial competitivo. Em contrapartida, companhias que humanizam a gestão de valor deixam de competir apenas por preço. Elas constroem conexão emocional, confiança e fidelização.


A questão é simples, mas profunda: sua liderança está presa em relatórios ou preparada para contar histórias de valor que mobilizam crescimento?


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