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10 prioridades estratégicas para CIOs em 2026: como transformar tecnologia em valor real


À medida que a Inteligência Artificial, os agentes autônomos e arquiteturas distribuídas avançam, o papel do CIO passa por uma transformação estrutural. Em 2026, liderar tecnologia não será apenas garantir estabilidade operacional, mas orquestrar crescimento, governança e inovação em escala.


Especialistas apontam que a tecnologia deixa definitivamente o papel de suporte para assumir posição central na estratégia de negócio. Segundo Koenraad Schelfaut, líder global de estratégia tecnológica da Accenture, o foco do CIO precisa migrar do “keeping the lights on” para o uso da tecnologia como motor de crescimento, novos modelos digitais e geração de receita.

Definir prioridades claras será determinante para sustentar a evolução sem sobrecarregar times, orçamento ou arquitetura.


As 10 principais prioridades para CIOs em 2026


1. Resiliência em cibersegurança e privacidade de dados

Com IA generativa e agentes inteligentes integrados aos fluxos centrais do negócio, a superfície de risco se amplia. Segundo Yogesh Joshi, da TransUnion, os mesmos recursos de IA utilizados pelas empresas também serão explorados por agentes maliciosos. Em 2026, resiliência cibernética e proteção de dados deixam de ser opcionais e passam a ser fundação operacional.


2. Consolidação das ferramentas de segurança

Ambientes fragmentados dificultam a governança e resposta a incidentes. Arun Perinkolam, da Deloitte, destaca que a tendência é a platformization: consolidar soluções isoladas em plataformas integradas, capazes de escalar com IA e reduzir vulnerabilidades estruturais.


3. Proteção de dados ao longo de todo o ciclo da IA

A adoção acelerada de IA exige atenção redobrada à forma como dados são coletados, processados e utilizados. Parker Pearson, da Donoma Software, reforça que a criptografia tradicional não é suficiente, os dados precisam permanecer protegidos inclusive durante o uso, evitando vazamentos e riscos regulatórios.


4. Identidade digital e experiência do colaborador

Segundo Michael Wetzel, CIO da Netwrix, identidade é o ponto de partida da experiência digital. Ambientes complexos reduzem adoção, produtividade e segurança. Em 2026, experiências simples, seguras e centradas no usuário serão diferenciais competitivos.


5. Migrações de ERP mais caras e estratégicas

Migrações como SAP S/4HANA podem ultrapassar US$ 100 milhões. Barrett Schiwitz, da Basware, alerta para o risco de customizações excessivas. A abordagem de clean core, combinando ERP estável com soluções especializadas, surge como caminho para reduzir custos e riscos.


6. Inovação sustentada por governança de dados

Stephen Franchetti, da Samsara, destaca que inovação só escala quando sustentada por arquitetura modular, APIs e governança de dados. Qualidade, lineage e acessibilidade tornam-se ativos estratégicos não apenas para IA, mas para confiança e conformidade regulatória.


7. Transformação da força de trabalho

O déficit de talentos não será resolvido apenas com novas contratações. Segundo Scott Thompson, da Heidrick & Struggles, CIOs precisarão investir em upskilling, reskilling e times híbridos, preparando profissionais para operar em ambientes orientados por IA.


8. Comunicação como pilar de estabilidade

Em ambientes de rápida transformação, a falta de clareza gera ansiedade. Para James Stanger, da CompTIA, comunicação contínua, treinamento e proximidade tornam-se tão estratégicos quanto qualquer stack tecnológico.


9. Agilidade, confiança e escala como capacidades corporativas

Mike Anderson, da Netskope, destaca que identidade, integração e dados devem funcionar como plataformas corporativas, capazes de atender humanos e agentes de IA sob princípios de zero trust e acesso mínimo.


10. Evolução da arquitetura para a era dos agentes

Segundo Emin Gerba, da Salesforce, arquiteturas atuais se tornarão rapidamente legadas. O futuro exige camadas semânticas de dados, inteligência centralizada, gestão do ciclo de vida dos agentes e orquestração segura entre sistemas, base para automação de ponta a ponta.


O que tudo isso revela

Mais do que adotar novas tecnologias, 2026 exige orquestração estratégica. As empresas que se destacarão serão aquelas capazes de integrar arquitetura, governança, dados, segurança e pessoas em um único modelo coerente de operação digital.

A Inteligência Artificial deixa de ser experimento e passa a atuar como infraestrutura crítica de negócio, exigindo maturidade técnica, visão sistêmica e governança desde a origem.


É exatamente nesse cenário que a Verity atua, com o Verity Quantum, nosso framework de Inteligência Artificial com múltiplos agentes prontos e orquestráveis. Apoiamos organizações na construção de arquiteturas modernas, seguras e escaláveis, conectando estratégia, tecnologia e execução para transformar inovação em resultado real.


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